A importância de ter uma rotina diária

Oi gente!

Hoje eu queria compartilhar com vocês as mudanças que a implantação da rotina trouxe pra mim. Ter pouco tempo e muita coisa pra fazer geralmente me leva ao que as flies costumam chamar de “síndrome da barata tonta”. Eu começo a fazer uma coisa, no meio do caminho me lembro de outra, aí já largo a primeira e começo a segunda, aí vou passando e vejo outra coisa que precisa ser feita. No fim, comecei a fazer três ou quatro coisas e não tenho tempo para concluir tudo. Aí fico super estressada, me atraso, e ainda deixo lá a bagunça que eu mesma fiz.

Seguindo o FlyLady, aprendi que eu deveria preparar minha rotina matinal e minha rotina noturna. A rotina matinal vai guiar nosso dia e a rotina noturna vai nos preparar para o dia seguinte.

A princípio fiz num post-it e coloquei a matinal na cozinha e a noturna no banheiro, lugares onde, praticamente, eu começo e encerro o dia. Mas não dava certo. Eu não dava a devida importância à rotina noturna e deixava muitas coisas para fazer pela manhã. Além disso, eu tinha a rotina matinal, mas passava e via alguma coisa pra fazer (que não estava na lista) e pensava: “É rapidinho!”. Nessa brincadeira, acabava não dando tempo de concluir a rotina, eu ficava estressada e saia de casa atrasada do mesmo jeito. Custei pra entender meu erro.

Por isso eu falo da importância de acompanhar os grupos e trocar experiências. Com as dicas das outras flies percebi que eu precisava seguir minha rotina rigorosamente. Sem desvios desnecessários. Quando a gente tem pouco tempo, é preciso priorizar o que TEM QUE ser feito. Se pode ser feito depois, não priorize para não se atrapalhar. Além do mais, vá montando a rotina aos poucos, fazendo testes, até chegar na ideal.

Você pode até fazer uma lista com tudo que gostaria de fazer diariamente e depois, de acordo com sua disponibilidade de tempo, distribuir entre a rotina matinal e a noturna. Também é bom começar com uma rotina pequena, fácil de cumprir. Quando essa estiver tão automática que você nem precisa mais olhar as anotações, aí você acrescenta mais alguma coisa.

Quem já começou a fazer os babysteps, já tem o que colocar nas rotinas. Na matinal pode ter: vestir-se completamente; brilhar a pia; apagar um hot spot por 2 minutos e afastar as vozes ruins. Na noturna: novamente apagar um hot spot por 2 minutos, afastar as vozes ruins e brilhar a pia, além de separar a roupa do dia seguinte.

E você, já tem uma ideia de como seria sua rotina ideal? Compartilha com a gente?

Beijos e até breve!

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Como a gente se sabota

Oi gente!

Quando eu, alguns anos atrás, entendi que precisava me organizar e organizar minha casa, o primeiro blog que eu encontrei foi o de Thais Godinho (Vida Organizada). Acredito que todo mundo que quer se organizar passa por lá. Na época, me empolguei tanto que comprei o livro do David Allen. Não consegui terminar de ler e acabei deixando tudo de lado. Mas eu sempre tive uma coisa comigo de tirar lição e tentar guardar alguma coisa de tudo que eu leio ou vejo. Até dos livros de Paulo Coelho, que li quando era adolescente, eu guardo mensagens até hoje.

Tem uma regra no GTD (método do David Allen), na parte de processamento da caixa de entrada, que diz que, se você leva menos de 2 minutos para resolver uma coisa, deve fazer na hora. Onde eu quero chegar? Muitas vezes a gente deixa pra depois uma coisa que poderíamos ter feito na hora e que mais pra frente vai se acumular com outra coisa e, quando menos esperamos, já não temos mais controle sobre a desordem.

Outro dia uma amiga estava comentando como, por causa dessa atitude por parte dos outros moradores da casa, a noite ela se sentia sobrecarregada por ter que recolher a bagunça de todos. Por exemplo: um pega a tesoura de unha e deixa na sala após usar (levaria menos de 1 min colocar de volta no lugar) ou bebe água e deixa o copo na sala (poderia, pelo menos, ter levado para a cozinha). Neste caso eram outras pessoas, mas muitas vezes nós mesmas fazemos isso.

Sabe o “hot spot” do sexto babystep? É assim que ele começa. A gente chega em casa e, ao invés de colocar a bolsa no lugar certo, solta na cadeira da sala. Tira os sapatos e deixa ali num cantinho da sala. Solta chave e celular em cima da mesa. E por aí vai.

Tem pequenas coisas que geram um desgaste desnecessário, como a troca do papel higiênico ou a garrafa de água praticamente vazia dentro da geladeira. Se você for a única usuária, quando estiver acabando um rolo, já deixe outro por perto. Quando a garrafa de água estiver secando, complete logo. Assim você não vai ter aquela desagradável surpresa na hora que precisar.

Tem uma coisa que eu me policio muito. Parece besteira, mas me aborrece profundamente quando eu faço. É quando eu levo o lixo pra fora. Se eu não trouxer logo outro saco para substituir, com certeza absoluta eu vou esquecer. E aí, na hora que eu vier com um lixo bem melecado… cadê o saco? Vocês não fazem ideia da raiva que eu fico de mim mesma! Aí tenho que largar em algum lugar e ir buscar o saco pra colocar no lixeiro. Por que eu não já venho com o saco novo quando vou tirar o que está cheio? Mas estou melhorando, rsrsrsrs.

O que eu queria passar pra vocês é que pequenas atitudes facilitam muito a nossa vida. Cada vez que adiamos resolver essas coisinhas bestas, que levam menos de dois minutos pra fazer, estamos nos sabotando. Precisamos evitar isso, para o nosso bem. Hoje em dia me pego pensando: “Leva menos de 2 minutos pra fazer! Vou fazer agora.”

Faça uma reflexão. Você também faz isso? Conta aqui pra gente!

Beijos e até breve!

Os Babysteps – Parte 1


Oi gente!

Quando comecei a escrever este post tinha a intenção de falar apenas de alguns babysteps que eu considerava mais importantes. Mas a medida que eu fui passando de um por um, vi que todos eram importantes e que eu queria falar alguma coisa de cada um deles. Resultado: o post estava ficando enorme. Então, resolvi dividi-lo em partes (menos enormes, rsrsrsrs), ok?

Hoje quero compartilhar com vocês minha experiência com os babysteps. Como eu tinha comentado, o método se inicia por eles. A orientação da Fly Marla, criadora do sistema, é que todas devem começar por aqui. No primeiro mês você não deve fazer nada além dos babysteps (passinhos de bebê). Existe um para cada dia do mês, e cada um deles deve ser incorporado na sua rotina diária e virar um hábito.

Vou colocar aqui a figurinha dos 31 babysteps que a Fly Aninha do blog Casa Fly criou e dividiu com a gente.

Babysteps - RESUMO

Dia 01 – Pra começar você deve brilhar a pia. Só isso. De uma forma bem simplificada: lavar os pratos, enxugar tudo e guardar, limpar e secar o balcão. Se quiser fazer certinho, como manda o método, entra lá num dos grupos que eu já falei aqui, que tem um arquivo explicando direitinho como fazer sua pia brilhar.

Levei muito tempo pra entender a importância desse babystep. Quem não tem esse hábito não imagina como é bom acordar e encontrar a pia sem nenhum prato no escorredor, muito menos sujo dentro da pia. É bom demais! Tudo flui melhor. Tá pensando que é besteira? Experimenta e depois conta aqui pra gente. Chegar a noite do trabalho, cansada e não ter nenhum prato pra lavar, não tem preço. E no meu caso, que moro só (digo só porque a pequena ainda não sabe brilhar a pia), se eu não fizer, não tem quem faça. Os pratos vão ficar lá me esperando. Como prova da minha procrastinação. Por isso, brilhe sua pia! Vale a pena.

Dia 02 – No segundo dia você deve vestir-se completamente, inclusive com sapatos de amarrar. Esse babystep eu considero voltado totalmente para quem trabalha em casa. Quem trabalha fora, como eu, acorda e já se veste mesmo pra ir trabalhar, não tem escolha, não é verdade? Por isso desconsidero esse.

Dia 03 – Agora você deve repetir tudo e acompanhar o grupo (um desses que eu falei aí em cima ou algum de whatsapp que você faça parte). Acompanhar um grupo é muito importante para o método porque as moderadoras nos mandam diariamente o “plano de voo” (Fly – voar – plano de voo 😉 ), que contém o plano semanal, a missão do dia e o hábito do mês. Além disso, nos grupos a gente lê depoimentos de outras flies, tira dúvidas, recebe dicas. É uma troca muito rica. Vale a pena.

Dia 04 – Simplesmente anote o que foi feito até o momento. Lembrando que cada um desses passos deve virar um hábito. Então você vai fazer cada um deles todos os dias daqui pra frente. Anote também as dicas que as outras flies passaram no grupo, os lembretes do que você deve fazer todos os dias, e o que mais você achar necessário.

Dia 05 – “Afaste/transforme as vozes ruins”. Esse eu considero um dos mais difíceis, porque envolve a questão emocional, a autoestima. Daqui pra frente o que você deve fazer é não mais se permitir pensar coisas negativas sobre você mesma. Eu sempre fui considerada bagunceira por minha família, preguiçosa pelo meu ex. Hoje eu sei que eu não sou. Eu não quero ser e não vou me permitir ser. Outro dia meu namorado me disse assim: “Eu sempre me considerei organizado, mas hoje eu vejo que você passou na minha frente e muito”. Outra coisa que ele me diz muito é para eu não me cobrar tanto. Que minha rotina é muito pesada e que se eu me cobro muito, perco minha serenidade. E não é que é verdade? Então, vamos afastar as vozes ruins e nos tornar mais leves. Acreditar que somos capazes e que vamos conseguir. E acima de tudo, não querer fazer mais do que podemos para não ficarmos frustradas depois.

Nesse passo você deve anotar o que essas vozes ruins costumam falar na sua cabeça e transformá-las em coisas positivas. Vou dar um exemplo que uma Fly postou no grupo, e que ilustra bem o que esse babystep quer dizer: “Não vou dar conta!” se transforma em “Tudo posso naquele que me fortalece”. Se você não tem religião, anote uma frase de incentivo. O importante é mudar seus conceitos sobre você mesma.

Dia 06 – O sexto passo é se livrar de um hot spot em 2 minutos. Mas o que é hot spot? Sabe aquela cadeira que fica no seu quarto e você acaba colocando um monte de roupa em cima e nunca guarda? Ou aquele cantinho da sala onde todo mundo larga chave, celular, bolsa, e fica uma bagunça? Isso é hot spot! A definição formal do sistema é “Ponto Quente – local da casa onde a bagunça sempre se acumula, aquele local que deve sempre ser observado pois todos os dias coisas se acumularão nele.”

Então, nesse passo é para você ligar o timer em 2 minutos e tirar o máximo de coisas que puder. Não é para tirar e colocar em qualquer lugar, é para tirar e guardar no lugar certo, ok? Dependendo da situação, vai ser preciso repetir esse procedimento várias vezes até acabar de vez com um hot spot.

Dia 07 – Separe as roupas do dia seguinte. Tão simples e tão útil. Especialmente para as mulheres. Quem nunca ficou de manhã olhando pro guarda-roupa e pensando: “com que roupa eu vou?”. Só quem trabalha de farda, claro! Geralmente quem trabalha fora, e pega cedo no trabalho, valoriza cada minutinho de manhã. Seja pra dormir um pouquinho mais, seja pra tomar um banho mais demorado, preparar o café da manhã, enfim… cada um sabe suas necessidades. E este hábito nos garante alguns minutos preciosos. Então, antes de dormir, já pense em quais são seus compromissos do dia seguinte, se possível dê uma olhada na previsão do tempo, e já deixe separada a roupa que vai usar no dia seguinte.

Para facilitar a minha vida eu fiz o seguinte: comprei um conjunto de cabides de uma cor bem diferente do que eu costumo usar (no meu caso foram 6 cabides roxos :D) e deixo no lado mais acessível do meu guarda-roupa. No fim de semana eu já penso quais roupas pretendo usar durante a semana e coloco nesses cabides. Durante a semana, a noite, eu pego o cabide e coloco no banheiro, já com calcinha e sutiã. Quando acordo é só ir para o banheiro tomar banho e a roupa já está lá me esperando.

Espero que vocês estejam percebendo a importância desses passinhos de bebê. Adquirir novos hábitos não é fácil, eu sei. Mas precisamos perseverar. Pensem em ter seus finais de semana livres pra curtir a família, descansar, namorar… sem peso na consciência porque devia estar fazendo faxina. Mas isso aqui não é mágica, hein? As pessoas que se consideram FlyLadys levaram meses para implantar completamente o sistema. Lembrem-se: passinhos de bebê.

Vou parar por aqui porque o post está gigaaaante! Continuo semana que vem quando vocês tiverem feito esses babystes, ok?

Será que alguém conseguiu ler até aqui?

Alguém? rsrsrsrs

Beijos e até breve!

Sobre o Fly Lady

Oi gente!

Como eu comentei no post anterior (Aprendendo a cuidar da casa) sou uma simples Fly Baby, me esforçando para implantar o sistema de forma definitiva. Tentando fazer com que a rotina de organização vire um hábito. Para um conhecimento mais teórico, recomento vocês se inscreverem num dos grupos que eu coloquei o link lá no outro post.

Então vamos (finalmente) falar um pouco sobre sistema. O Fly Lady foi pensado e desenvolvido por uma americana, com o intuito de criar hábitos e rotinas que facilitem a administração da casa e permitam que a dona de casa tenha tempo para si e para a família. O nome Fly (que em inglês significa voar) na verdade é uma abreviação de Finally Love Yourself – Finalmente se Amando. Isso porque, quem adota o sistema deixa de ser escrava da casa e passa manter a organização com prazer. Sem sacrifícios.

Em linhas gerais, o sistema (ou método) tem algumas diretrizes que são fundamentais: os Babysteps, que são os passos de bebê que vão guiar as iniciantes no primeiro mês; os Mandamentos da FlyLady; o plano semanal; as missões do dia e; o hábito do mês. Falarei sobre cada um deles no futuro.

Hoje eu queria focar nos ensinamentos que eu considero a base para o sucesso no sistema. Acredito que você precisa incorporar isso definitivamente na sua mente e fazer deles um mantra pra repetir todos as vezes que bater o desespero por ver sua casa bagunçada.

  • Tralha não se organiza!
  • A casa não ficou bagunçada da noite para o dia!
  • Melhor feito do que perfeito!
  • Você pode fazer qualquer coisa em 15 min!

Vou me atrever a explicar o que cada uma dessas frases quer dizer. Lembrem-se que esta é a minha interpretação do método.

Para que você consiga organizar sua casa é preciso que casa coisa tenha um lugar certo. Se você tem mais coisa do que consegue guardar, talvez esteja na hora de dar uma revisada nisso. Por isso antes de iniciar a limpeza detalhada dos cômodos da sua casa, a orientação é destralhar. Mas como faço isso? Você vai escolher um cômodo da casa (ou um armário, ou um ponto onde você costuma acumular bagunça), vai ligar o timer do celular e durante 15 minutos você vai separar o que não serve mais para você (que pode ir para o lixo ou para doação) e o que realmente não pode ser descartado. Completados os 15 min, você para no ponto onde estiver. O ideal é que você já separe uma sacola ou caixa para colocar os objetos que serão doados e outra para o que irá para o lixo. Por fim, guarde o que já foi verificado e considerado importante no seu devido lugar.

Vá com calma! Não adianta tentar destralhar a casa toda de uma vez só. Olha a segunda frase que tem que virar mantra! Há quanto tempo você mora na sua casa? Quantos anos de acúmulo de tralha? Não dá para se desfazer de tudo da noite para o dia. Além do mais, algumas coisas precisam de cuidado na hora de separar o que vai ser descartado. Principalmente papel. Muito cuidado nessa parte. Não vá sair jogando papel no lixo sem ler, hein? Eu sei que a vontade é tirar tudo de dentro do armário e só parar quando acabar. Eu já cansei de fazer isso. Primeiro fazia uma bagunça maior ainda e depois começava a arrumar. Comigo acontecia o seguinte: no começo eu fazia bem direitinho. Dalí a pouco eu já ia ficando cansada e nem olhava direito as coisas. No fim eu pegava o que sobrou e botava de volta de qualquer jeito para arrumar depois. Ou seja, no fim eu estava guardando tralha novamente e fingindo que tinha destralhado tudo. Não somos de ferro. Temos que ter calma!

Melhor feito que perfeito! Quem nunca olhou a casa toda bagunçada e pensou: “Meu Deus! Minha casa está um horror. Mas não vai dar tempo de fazer faxina hoje. Tenho um compromisso daqui a pouco. ” Ok! Não dá para fazer uma faxina, mas será que não dava pra dar uma varrida rápida e colocar o lixo pra fora? Ou deixar camas e pia arrumadas antes de sair? As vezes não dá para ficar perfeito como a gente gostaria. Mas dá pra melhorar um pouco hoje e amanhã fazer mais um pouco, não dá? “Melhor feito do que não feito. Melhor feito do que perfeito.” Ponha isso na sua cabeça. Faça o que dá e não se sinta culpada por não ter feito nada. A sensação é muito boa. Vale a pena experimentar.

Gente! E o milagre dos 15 minutos? Antes de testar eu considerava isso uma piada. 15 minutos não dá pra nada! Realmente, se eu disser que vou passar 15 minutos arrumando meu guarda-roupa e ficar com o celular do lado olhando cada vez que chegar uma mensagem, levantar pra ver a comida que deixei no fogo, enfim, me distrair com tudo e todos, aí não dá pra nada mesmo. Mas se você focar no seu objetivo e passar 15 minutos nele, sem distração, você vai ver o quanto você pode fazer. É surpreendente.

Faça uma experiência e depois conte aqui como foi. Estou aguardando.

Beijos e até breve!

Aprendendo a cuidar da casa

Oi gente!

Vou fazer uma pequena retrospectiva para vocês entenderem o tamanho da minha dificuldade com a organização do lar. Mais uma vez, quero mostrar que o FlyLady serve para todas, não só para as “prendadas”. Claro que para essas pode ser mais fácil, mas as que não tem o “dom”, assim como eu, também conseguem.

Embora eu tenha sido criada numa casa com quatro mulheres (eu, minha mãe e duas irmãs), nós não fomos “educadas” para cuidar de uma casa. Isso tem um lado bom e um lado ruim. E rende assunto pra mais de quilo, rsrsrs. Mas onde eu quero chegar: Quando casei, eu não fazia ideia de como manter minha casa em ordem. Solução: faxineira duas vezes por semana! E a comida? O ex cozinha divinamente, para nossa alegria! Foram 10 anos de casada, sempre com faxineira.

Lá no primeiro post Começando… eu falei rapidamente como era a minha casa, mesmo tendo uma pessoa pra me ajudar.

Quando eu separei, dois anos atrás, fui morar com meus pais. Mais uma vez o cuidado da casa não era minha responsabilidade. Imaginem quando eu tomei a decisão de ir morar “só”. Na faxina da mudança minha mãe foi comigo e me ajudou a limpar tudo. Depois, acabou. Era eu e eu mesma pra cuidar de tudo. Limpar, arrumar, cozinhar, cuidar de roupas, banheiros e, de quebra, da pequena. Essa era a parte que eu sabia fazer melhor. Cuidar da pequena! Pelo menos era, antes do divórcio. Mas isso eu conto pra vocês em outro post.

No começo eu pensei: vou tirar de letra! Um apartamento bem pequenininho, só eu e a pequena. Mel na chupeta! Só que não. Durante a semana eu procurava não deixar pratos sujos, evitava que ficassem coisas fora do lugar e pronto. Nos finais de semana: faxina. Qual o problema da faxina no fim de semana? Quando a pequena estava comigo eu ficava com pena de não dar atenção a ela pra cuidar da casa. E quando ela estava com o pai mas o meu namorado vinha ficar comigo, eu tinha pena de fazer faxina ao invés de namorar. E aí? Começava a semana e eu não tinha feito nada!

Claro que não era sempre assim. Quando a situação estava muito crítica, eu fazia. Não importava que eu estivesse sacrificando o tempo com meus amores. Tinha que fazer. Mas fazia o básico para a casa ficar habitável. E foi assim que as coisas começaram a acumular. Limpar dentro dos armários? Sem chance. Limpar vidros de janelas e varanda? Nããnn.

Aliado a essa minha dificuldade para administrar os serviços domésticos, tive um ano muito difícil com a pequena (prometo que vou escrever um post sobre isso!). Eu estava emocionalmente desequilibrada e isso refletia em tudo na minha vida. Inclusive na minha vida profissional.

Depois que passou a tormenta, me veio à cabeça que o Fly Lady poderia me ajudar de verdade dessa vez. Eu já conhecia o método, agora só precisaria revisar e aplicar. Graças ao divórcio eu quase não tenho tralha, ou seja, a fase mais difícil do método já está praticamente ok! E aí começou a minha atual fase Fly. Essa que eu quero compartilhar com vocês.

Mas, antes de falar sobre como eu estou aplicando o método, quero deixar claro, principalmente pra quem ainda não conhece o Sistema Fly Lady, que não sou criadora de nada, muito menos especialista no assunto. Sou uma Fly Baby. E conto com dicas e sugestões de outras Flies.

Tudo que eu falar sobre o método, vou indicar a fonte para que vocês possam se aprofundar. Para quem já quer começar, sugiro se inscrever nos grupos do yahoo e do gmail. Lá tem todas as instruções passadas pela criadora do método e traduzidas pro português. Quem quiser seguir a página oficial do sistema (em inglês), é o flylady.net.

Vou ficando por aqui e volto em breve pra conversarmos sobre o Fly Lady. Enquanto isso, me conta como você faz pra manter sua casa em ordem!

Beijos e até breve!

Nossa Rotina

Oi gente!

Hoje eu quero contar como é nosso dia-a-dia. Ainda não vou entrar nos comentários sobre o método, porque acho importante vocês perceberem que, independentemente do tempo disponível, dá pra aplicar os ensinamentos da Fly chefona, rsrsrsr.

Vamos lá!

Durante a semana nós precisamos sair de casa as 6:50h para ela chegar na hora certa no colégio. Isso me obriga a acordar diariamente as 5:00h e acordá-la as 5:30h. Nossa, tão cedo? Pois é! Dou quase uma hora e meia pra ela se acordar, tomar banho e tomar café, e ainda assim nos atrasamos quase todos os dias (!!!). Minha pequena é extremamente dispersa e quer fazer TUDO quando acorda. Quer ler um gibi, quer montar um quebra-cabeça, quer assistir “só um pouquinho” de TV, e por aí vai… Isso é um grande problema pra mim. Fico mega estressada porque quero otimizar o tempo e detesto me atrasar. Resultado: viro a mãe chata que reclama o tempo todo 😦 .

Para que ela acorde tão cedo, preciso que ela durma também muito cedo. Então, de domingo a quinta ela tem que estar na cama as 20:30h. Sem negociação! Mas ela ODEIA dormir, rsrsrs (ela nem imagina como os adultos adoram ter uma oportunidade pra dormir um pouco mais, hein?). Mais uma vez, entra em ação a mãe chata que não deixa ela terminar de assistir o desenho que está na metade (e que ela já assistiu 1.457 vezes!).

Sexta e sábado ela tem liberdade pra dormir a hora que quiser, afinal, no dia seguinte não tem aula. Em geral ela não consegue dormir muito tarde (graças a Deus!) porque, assim como a mãe, é suuuper matutina. Acho que eu conto nos dedos de uma mão as vezes que ela acordou depois das 7 da manhã. O problema é naqueles fins de semana que eu quero dormir um pouquinho mais e ela vem na maior euforia me chamar pra ver o sol nascer com ela <3. Mas quando eu estou muito cansada, fico na cama mais um pouquinho e ela fica assistindo TV ou lendo um pouco.

Nos dias de aula, eu deixo ela na escola e de lá vou trabalhar. Minha mãe vai busca-la e vai pra nossa casa ou pra dela, depende da combinação que as duas fazem. Não me meto nessa seara! Quando elas vão para a casa da minha mãe, eu vou lá assim que saio do trabalho, as 17h. Às vezes, só pego ela e já vamos pra casa, outras vezes ela quer terminar de ver um bendito desenho, e outras meus pais querem conversar um pouco e acabamos jantando lá. Então, varia muito a hora que chegamos em casa. Mas tento não chegar depois das 19:30 porque ainda preciso checar as tarefas da escola antes dela dormir. Quando elas ficam na nossa casa, chego por volta de 17:30 e minha mãe vai logo embora. Algumas vezes ela fica para jantar.

Quando chegamos em casa eu preparo o jantar, nós jantamos, se tiver faltado terminar alguma tarefinha ela já faz, dependendo do horário, ela ainda assiste um pouco de TV ou brinca um pouco, depois se organiza pra dormir (xixi, banho, escovar dentes e camisola). Eu costumo ler ou contar uma historinha pra ela e ficar no quarto até ela dormir. E aqui está o meu calo. Geralmente eu durmo com ela! Dependendo no meu cansaço, demoro mais ou menos para me acordar e ir cuidar da casa. Consequentemente, em geral eu acabo indo dormir por volta de meia-noite.

Como vocês podem perceber, temos pouquíssimo tempo juntas. Então, evito fazer serviços domésticos enquanto ela está acordada. Mas é importante que ela me veja fazendo as coisas pra não achar que tudo se arruma só e entender que se ela bagunça e não arruma, eu vou ter que arrumar e nosso tempo juntas fica menor ainda. É uma equação difícil de equilibrar.

Os finais de semana ela passa um comigo e um com o pai, assim como os feriados. Quando ela está com ele, eu aproveito para fazer as coisas que são mais práticas sem criança.

Em linhas gerais essa é nossa rotina. Agora eu quero saber a de vocês. Me contem! Vou adorar ter ideias para melhorar meu dia-a-dia com minha pequena.

Beijos e até a próxima!

Começando…

A decisão de escrever um blog surgiu da vontade de compartilhar com outras mães a minha mais recente tentativa de implantar o sistema Fly Lady, dessa vez morando só com a minha filha de 6 anos.

A minha primeira tentativa no sistema aconteceu alguns anos atrás, quando eu ainda era casada. Minha casa era uma eterna bagunça. Nunca fazíamos refeições na mesa porque ela estava sempre cheia de tralhas. O nosso computador quebrou e a mesa, que ficava em nosso quarto, virou mais um foco de tralha. O cesto de roupas sujas do banheiro ficava sempre esborrando até eu ter tempo de lavá-las (geralmente no fim de semana). Minha cama vivia desarrumada, embora aquilo me incomodasse bastante, minha pia nunca ficava sem pratos. Um caos!!! E aquilo me incomodava muito. Mas não consegui implantar o sistema. Acho que aquela bagunça era um reflexo da minha vida, do meu estado emocional. Enfim, o motivo exato eu não sei.

Atualmente moro com minha filha num apartamento pequeno, mas que eu considero suficiente para nós duas. No divórcio eu deixei quase tudo para trás. Praticamente só trouxe minhas roupas, meu documentos, alguns objetos que tinham algum valor sentimental pra mim, metade das roupas dela e metade dos brinquedos. Resultado: eu destralhei minha vida. De uma forma não-planejada, é verdade. Sinto falta de algumas coisas que eu não trouxe. Me arrependo profundamente de não ter trazido coisas necessárias para minha nova casa e que eu ainda não consegui adquirir. Mas isso é outra história…Vamos voltar para o foco.

O método Fly Lady nos ensina que precisamos destralhar para poder organizar. Talvez por isso dessa vez esteja sendo mais fácil.

Meu objetivo aqui é compartilhar com vocês minha evolução no método e, principalmente como eu tenho envolvido minha filha na organização da casa, ensinando para ela a importância de mantermos nossa casa organizada, os benefícios disso para nosso dia-a-dia e para o nosso relacionamento.

Espero que os posts sejam úteis e que vocês contribuam trocando experiências e dicas. Não tenho nenhuma experiência sobre blogs, mas me comprometo a melhorar a cada dia. Conto com vocês.

Beijos para tod@s Continuar lendo Começando…